Política é lixo em todo lugar

O Brasil que nós conhecemos descende de Portugal. Em Portugal, os políticos no comando mandam e desmandam e dizem que fazem tudo pelo social, a velha e desfarrapada desculpa que agem em prol de todos. Coisíssima nenhuma.

Tanto lá como cá, os políticos agem em nome próprio e pelo bem daqueles que estão sustentando-os no poder, especialmente quando se fala dos corporativos chamados partidos políticos.

Lá como cá, os partidos políticos arregimentam e fazem militantes capazes de se enfrentarem pela defesa de ideais que, soturnamente, favorecem aqueles que estão no topo da hierarquia (corporativa).

Lá como cá, os líderes partidários são na verdade aqueles que podem fazer discursos que levem a grande parcela de eleitores (ou, pelo menos, no caso de cá, daqueles que participam da eleição, uma vez que não é obrigatória como no Brasil) a votar neles.

O que deveria revoltar a todos os brasileiros é saber que a classe política brasileira usufrui de todos os benefícios, desvia dinheiro a “torto e a direito” e se a lei os pega ainda tem um bando de loucos (torcedores ou não) como advogados de defesa (os inteligente de plantão que gostam de meter o pau naquele que não pensa da mesma maneira como eles).

Lá como cá, a mídia brada por Justiça, mas os seus funcionários (colunistas ou articulistas) escrevem conforme seu ideário partidário e o jogo de interesse pessoal envolvido ( na medida em que cresce um número, a favor ou contra um governo, eles começam a versificar suas escritas em prol dest ou daquele grupo). É o que se chama “estar bem com um dos lados”, uma vez que, na atual fase do País, é preciso dizer que lado você está para ser recompensado de alguma forma.

Todos têm, na verdade, medo de ficarem sem suas boquinhas, caso o partido A ou B assuma o poder. No caso da mídia de cá, dos valores publicitários governamentais que minguaram. Ou da publicidade de grandes corporações que ainda acreditam na idoneidade desses veículos e seus “profissionais”. Os tolos (aqueles que defendem ideias de partidos políticos ou ícones que nao valem o que comem e defecam em vasos sanitários) acham que fazem bem o seu papel de idiotas em defesa dessas personagens.

Lá, em Portugal, mesmo quando um (governador de banco) isso mesmo, diretor de uma instituição bancária do Governo, afirma que um empréstimo (bagatela de Eu$ 350 milhões) a um investidor particular foi uma decisão política, não há ninguém na mídia que faça a pergunta seguinte: a ordem veio do próprio Governo? De quem?

Simplesmente porque, lá como cá, os políticos mandam  e desmandam. Lá como cá, os militantes os defendem como se estivessem a defender a própria linhagem (pai, mãe, filhos). Neste caso, linhagem mesmo nenhum militante tem ou terá, a menos que chegue a elite da piramide corporativa, para ser alçado a político de carreira (mais um ladrão criado) ou receba as minguadas ajudas ou auxílios (bolsas) das quais muito se fala mas que não ensina ninguém a sair da pobreza e procurar vencer na vida, afinal, aqueles que vencem porque procuram vencer depois são taxados de idiotas pelos militantes porque na verdade o que se procura é o bem estar que as ideias proporcionam (como puxar, ou lamber mesmo, o saco do ícone que impõe ideias atrasadas e sem benefício nenhum senão o do grupo que o sustenta), como é o caso da Venezuela.

Como os portugueses dizem: a escola política do Brasil saiu daqui. Ou seja, já diz qual o nosso futuro… Não muda muito, não há muito o que mudar. Só mudará mesmo de figura no poder, seja quem for a figura. O problema é o ideal lançado como o que salvou país do atraso, como se fosse de fato um programa do último governo petista, quando na verdade foi um plano implantado 8 anos antes e tornado um meio de enganar o povo mais humilde e desprovido de capacidade para entender o engodo dos planos de auxílio (as tais bolsas de todo o tipo).

O povo (que não quer assumir lado nenhum, mas apenas o lado do Brasil) é quem pagará pelas mordomias, pelos desvios de dinheiro que tornam fracassados em ricos, metalúrgicos em elite e elite mais elite ainda. Paga pelas mordomias dessa categoria, que de classe e linhagem não tem nenhuma.

 

 

 

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