TV Cultura exibe série sobre história da imprensa na ditadura

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Exibida originalmente pela TV Brasil em março e abril de 2014, como parte das atrações que visavam relembrar os 50 anos do golpe militar no Brasil, a série ‘Resistir é Preciso’ ganha a tela da TV Cultura de São Paulo. Dividido em dez episódios, o material passa a ser exibido pelo canal público paulista a partir das 23h59 desta terça-feira, 31.

Produzida graças ao apoio do Instituto Vladimir Herzog e à parceria da TV Brasil com as empresas TC Filmes e TVM, a série trabalha no resgate das situações enfrentadas pela imprensa brasileira durante o período sob controle dos ditadores. Para isso, o conteúdo apresenta depoimentos de jornalistas que passaram por redações nacionais em plena era dos censores.

Audálio Dantas, Bernardo Kucinsky, José Hamilton Ribeiro, Juca Kfouri, Laerte, Paulo Moreira Leite e Raimundo Pereira são alguns dos profissionais que colaboraram para a série documental. Além das entrevistas com jornalistas que participaram da chamada imprensa alternativa ou tiveram que atuar no exílio, ‘Resistir é Preciso’ é baseada em “material historiográfico” sobre a ditadura.

Toda a produção conta com a narração e apresentação do ator Othon Bastos. Com a voz do artista ao fundo, a atração recupera histórias de bastidores de veículos de comunicação que tiveram como marca a resistência ao sistema antidemocrático que controlou o país de 1964 a 1985. Entre os casos abordados, estão as publicações Bondinho, O Pasquim, Opinião e PifPaf.

Resistir é preciso09

Idealizada pelo jornalista, cartunista e escritor Millôr Fernandes, a PifPaf ganha espaço de destaque na série. A produção menciona a data exata em que a revista alternativa começou a circular nas bancas do Rio de Janeiro: 21 de maio de 1964. Na lista de colaboradores da publicação, nomes como os de Antônio Maria, Claudius, Fortuna, Jaguar, Rubem Braga, Sérgio Porto e Ziraldo.

Primeiro episódio
Na TV Cultura de São Paulo, ‘Resistir é Preciso’ será exibida semanalmente, sempre no fim da noite de terça. No primeiro episódio a ir ao ar pela emissora mantida pela Fundação Padre Anchieta, os telespectadores terão acesso a “uma viagem no tempo” que “recua a 1867, ano em que foi publicada a que é considerada uma das primeiras charges políticas da nossa história, desenhada por Ângelo Agostini”. A ideia de citar o ocorrido no século XIX é mostrar “que a resistência pela imprensa tem tudo a ver com o humor”, define a equipe responsável pela série.

Próximos episódios
Programado para ir ao na noite de 7 de abril, o segundo episódio da série será dedicado exclusivamente ao jornalista gaúcho Aparício Torelli, conhecido pelo trabalhado produzido como Barão de Itararé, seu disfarce para driblar a censura. Outras partes da atração irão destacar a “imprensa regional e independente que desempenhou um papel da maior importância e é muito pouco conhecida”.

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