O limite: falta água

politicaA começar pelos dólares desviados da Petrobrás, o Brasil em vez de caminhar para o futuro, está mesmo é rumo  ao desconhecido. Não podemos mais acreditar que alguma mudança radical será tomada e que possa colocar esse gigante adormecido novamente nos trilhos. Muito menos que alguém (seja que for) vai levá-lo ao lugar onde deveria estar, principalmente agora em que a economia dá sinais de desgaste e  que a máquina, antes prodígia, agora está quase parando.

Para muitos que não conviveram com a inflação a 100% ao mês, talvez, falar em economia desacertada, pode parecer algo distante. Nos últimos anos, vivemos uma estabilidade economica nunca antes vista neste país. Aqueles que conviveram com as loucuras da inflação, sabem, perfeitamente, que viver com a moeda sendo consumida pelos índices inflacionários não é um grande negócio. Da noite para o dia, seu dinheirinho perde a condição e o poder de compra, já que o produto que antes custava x passou a 2x.

Após os ajustes da economia, lá nos idos de 1992, muito se falou, muito se discutiu sobre como utilizar as riquezas produzidas para distribuí-las – da melhor forma – para quem tem maior necessidade (a população de baixa renda). Mas, o que foi feito? Tanto este como aquele partido político e seus representantes especialmente, somente se interessaram em como engrossar as contas bancárias de seus amigos e correlegionários mais próximos, em vez de investir pesado naquilo que hoje falta em todas as instâncias da sociedade: a educação.

Dinheiro existe, foi desviado entre um mensalão, petrolão, ou qualquer outro ÃO que queiram expor, mas falta gente de caráter, falta gente de sensibilidade para fazer um plano político capaz de mudar as realidades do País. Mais do que essas faltas todas, falta mesmo é coragem para os brasileiros assumirem seu papel mais importante: o de colocar políticos corruptos (que roubam) ou aqueles que nada fazem (mas que usam o poder público como algo privado) na cadeia ou fora da vida pública.

O problema é que sem educação estamos criando pessoas que vão usar o poder público da mesma forma como nossos atuais representantes que batem no peito, estufam-no para dizer que são “doutores” e que devem ser respeitados. Ou ainda aqueles que fazem da política a casa, a cozinha, o quarto e, em especial, o banheiro deles (já que fazem tanta merda).

 

Em qualquer país sério deste planeta, política não é profissão. Política é desafio de servir ao coletivo, sem ser recompensado absurdamente por isso. Aqui, político decide quanto vai ganhar, quanto os demais representantes dos poderes vão ganhar: caso do presidente e ministros, ministros e juízes do STF e assim por diante. De tal modo, formou-se a elite política no Brasil, que é respeitada por que tem dinheiro, porque tem poder e ainda tem foro privilegiado. Afinal, eles decidem, também, qual será o orçamento do Judiciário e uma mão, lava a outra. Enquanto o povo, nem mesmo o traseiro consegue lavar, pois “falta água!”

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