Quem é o bandido?

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Em mais uma reportagem pelo Fantástico da Rede Globo, o repórter Walmir Salaro obteve imagens gravadas de uma execução, em plena via pública, de dois garotos, um de quatorze e outro de dezoito anos que estavam numa área considerada de consumo de drogas. As cenas são impressionantes. Dois homens chegam em uma motocicleta, descem com armas em punho e, sem mais, atiram nas vítimas que estavam dominadas, de costas e com as mãos sobre a cabeça. Mesmo após os primeiros disparos e com as vítimas já caídas, os assassinos atiram outras vezes.

São execuções que ocorrem pela cidade de São Paulo com suspeita de participação de policiais militares. Neste caso, a interpretação é bem simples já que a imagem diz praticamente muita coisa: o que uma viatura da PM estava fazendo naquela rua no exato momento em que há um duplo homicídio? Por quê o carro estava posicionado de frente para o local dos tiros, já que minutos antes da motocicleta estacionar e os homens iniciarem os disparos, seus ocupantes fazem uma manobra para ficar de frente com o fato? Pior ainda é que, apesar da quantidade de disparos, os agentes não se prontificaram a prender os assassinos, já que fazem uma espécie de cobertura.

Se não viram ou ouviram os disparos, como é que iniciam uma perseguição, que não é registrada no Copom e tampouco relatada a Polícia Civil na elaboração do Boletim de Ocorrência? Por essa razão, alguns policiais já foram detidos. Difícil será provar que estavam dando cobertura, que estavam mancomunados com os assassinos, já que no Estado, polícia manda mais que político.

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Nem é preciso dizer. Há bandido em tudo quanto é lugar nesta Brasil. Na política, na polícia e no jornalismo. Bandidos que são formados pelo tráfico de drogas, cada vez mais presente nas portas de nossas casas, por meios dos pancadões financiados pelo crime organizado para cooptar mais jovens em favor de suas ações. Uma falta de vergonha na cara dos políticos e falta de comando nos Estados, especialmente dos governantes.

A Polícia pouco faz para impedir os pancadões. Quando uma viatura aparece por lá, os policiais acabam por participar da festa em vez de impedir que se realize.Há de tudo: bebidas, drogas e sexo, com menininhas que ainda cheiram a fralda, mas que para o mundo do crime tanto faz porque querem ser cultuados como “ladrão” – palavra que entre eles – quando solta pela boca feminina – soa como “poder”.

Cada dia mais cresce o número de adeptos ao pancadão, a diversão fácil, a conquistas de status, nem que seja para o lado obscuro, cujo destino é a prisão ou a morte. Os criminosos continuam aumentando e captando corações e mentes fracas. Gente que quer ter bens materiais por meio da mão grande (ou mão armada, tanto faz), já que trabalhar mesmo ninguém quer. É mais fácil roubar e desfilar de carrão, motão, roupas de grife que trabalhar e não conseguir dinheiro para comprar tudo isso.

Estamos perdendo esta batalha. Gente de bem hoje em dia é mais difícil encontrar que gente do mau. Eles estão ai, em todos os lugares, aqui e ali…

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