Meu sorriso largo

Carro circulou no acostamento  sem fiscalização da Polícia Rodoviária Estadual

Carro circulou no acostamento sem fiscalização da Polícia Rodoviária Estadual

É nesse mês que me divirto por duas razões: férias na universidade e pagamento de impostos ao governo. No primeiro, porque estando de férias, posso viajar, conhecer cidades, pessoas e o mundo, talvez. O segundo é que neste mês incide sobre todos os veículos automotores o IPVA, e sobre as casas, prédios, terrenos, começam a chegar os carnês de IPTU.

Eu deveria chorar não é? O valor desses impostos cobrados para manutenção da máquina pública é realmente um absurdo, se  não um assalto, que, descaradamente, atropela o bolso do contribuinte. Mas, por ora, vejo a cara de desespero de muitos daqueles que para manter status compram carrões (SVU), casas de alto padrão, casa ou apartamento na praia, sítio ou chácara, só para dizer que pode passar um fim de semana na praia ou no campo.

São os momentos em que, dirigindo pela estrada à noite, ou de manhã, quando me desloco entre São Paulo e a cidade onde moro, me permito ser empurrado pelos carrões. Quantos e quantos não vão ficar endividados neste começo de ano (mesmo com o descontinho de 10% oferecido pelo Governo) para o pagamento do IPVA. É nessa hora que meu sorriso fica largo.

Meu 1.0 zero não me deixa na mão. Me leva onde preciso, como preciso, sem a necessidade de mostrar nada para ninguém, nem velocidade, nem petulância ao volante. Não preciso mostrar que sou um piloto (à la comercial de TV em que todos quando entram nestes carros querem ser um Felipe Massa, os mais afoitos, Sebastian Vettel). Deixo para esses pseudos donos das faixas da auto estrada que apresentem seus carrões que bebem 3 ou 4 litros de gasolina por quilometro que o façam.

E ainda posso sorrir mais um pouco, afinal, o pagamento do IPVA desses carrões é quase um carro popular, o que me deixa feliz em saber que contribuo menos para a bandalheira, para o roubo/furto/assalto/desvio (ou que mais queiram dizer sobre) do dinheiro público arrecadado com esses impostos.

Por falar em trânsito, a foto deste artigo é de um momento em que um veículo, cujas placas são de Mogi-Guaçu, transitou por mais de cinco quilômetros na manhã de sexta-feira (11/01) pelo acostamento da Rodovia Ayrton Senna (sentido São Paulo), após passar pelo posto a Polícia Rodoviária, no Km 18+400. O carro, um modelo Zafira, cor verde, circulou em alta velocidade, ultrapassou outros e seguiu até próximo ao CT do Palmeiras, que fica às margens da rodovia. Não é lá um carrão e nem era tão novo (tipo zero), mas é desse tipo de gente que tenta se aproveitar com o “jeitinho brasileiro”, de ganhar sempre, de levar vantagem em tudo, que o País precisa se livrar. São eles que criam a corrupção, na base do “quem pode mais chora menos” e que precisam de punição em vez das benesses e dos favores prestados por serem mais poderosos economicamente.

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