Brasil na sétima colocação

Brasil perde posto de sexta maior economia

Brasil perde a sexta colocação como maior economia do mundo

Brasil perde a sexta colocação como maior economia do mundo

Não poderia ser diferente em se tratando de um país cuja educação é uma das piores do mundo, os índices de crescimento são pífios e os investimentos públicos e provados em setores fundamentais da economia são uma piada. Depois de anos se vangloriando da política econômica que diz ter implantado, nos últimos meses, a verdade vem sendo pouco exposta pela mídia corrompida, mas está aos poucos sendo tema de matérias já que não dá para tapar o sol com a peneira por muito mais tempo.

Os primeiros sintomas foram verificados com a estagnação da economia, há mais de um ano e que por tentativas sem efeito nenhum continuou caindo. As medidas mais populistas que eficazes, como a recente divulgação do corte de impostos do setor energético, poucos efeitos causam na economia, seja para um lado (o nosso) como para o outro, industrial ou empresarial. Para nós, vale lembrar, se o corte das taxas que elevavam o valor da nossa conta de luz residencial e industrial vai fazer você economizar por isso, o reajuste dos combustíveis vai tirar do outro lado. Se aumentar o combustível, não é só o proprietário de veículo vai sair perdendo, mas a população em geral que arcará com o aumento das tarifas de transporte público, por exemplo.

Mas, como não sou cupincha e tampouco cego, posso dizer que a equipe econômica já não consegue mais conduzir a política, não consegue medidas que tragam de volta o período de ufanismo petista, especialmente na era Lula, de uma economia com sinais de vitalidade, falseadas, quase sempre, por falta de controle dos gastos públicos, principalmente. Quem tem memória curta não se lembra que o partido é contra o controle fiscal, o controle de gastos públicos entre outros. O inchaço da máquina e o pagamento demasiado de valores além do possível nos chamados programas sociais, uma das bandeiras do governo na retirada de uma multidão da linha da pobreza, causam o descontrole dos gastos. Por essa razão, apesar da economia ter rufado os tambores durante oito anos do governo Lula, graças a estabilização promovida no governo FHC, cujos resultados se prolongam até os dias de hoje, o brasileiro pode colocar as barbas de molho.

É preciso mudar a equipem, que já não consegue mais resultados, é preciso cortas gastos, diminuir a presença de apadrinhados nos escalões mais importantes do governo com o único fim de arrecadar verbas para o fundo partidário e assim garantir caixa para  seus pleitos eleitorais. E diminuir o custo operacional do governo, que mais parece uma máquina de pessoas sem uma finalidade. Desde que o real começou a se emparelhar com o dólar, as medidas governamentais serviram apenas para fomentar o grande empresariado e exportadores, tirando da população o direito de obter serviços e produtos de primeira qualidade. Por essa razão, é hora de acordar, assim como as notícias já começam a pedir para que acordemos. Só quem não quer enxergar é que não vê. Veja notícia publicada pelo Jornal do Comércio de Porto Alegre.

Desvalorização do real em relação ao dólar fez o País voltar para sétima posição no ranking, atrás do Reino Unido

A desvalorização do real em relação ao dólar fez o Brasil perder o sexto lugar no ranking das maiores economias do mundo. Considerando o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2011, e no 1º, 2º e 3º trimestres deste ano, o País voltou para a sétima posição, atrás do Reino Unido. A atividade econômica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a distância entre os dois países subisse para a casa dos US$ 200 bilhões, o equivalente ao PIB da Romênia.

A Economist Intelligence Unit (EIU), responsável pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil só voltará a ultrapassar a britânica em 2016. “Segundo nossas estimativas, o País vai continuar crescendo mais do que o Reino Unido ao longo desses anos, mas, levando-se em conta a evolução da taxa de câmbio projetada para o período, o Brasil só voltará a ser sexto em 2016”, explicou o economista da EIU responsável pela América Latina, Robert Wood.

A EIU, braço de análise da revista britânica The Economist, considera no levantamento apenas o PIB nominal dos países (resultado da soma das riquezas produzidas) convertido em dólar. Por isso, na disputa Brasil/Reino Unido, pesou a expressiva desvalorização do real ante a moeda americana em 2012. Até sexta-feira, o dólar ganhava quase 12% na comparação com o real. No mesmo período, a libra esterlina acumulava valorização de quase 4% em relação à moeda americana.

Como é inimaginável que o Brasil cresça os cerca de 16% que compensariam o desempenho das taxas de câmbio no ano, o País perderia a sexta posição do ranking de qualquer forma. No entanto, se o desempenho da economia brasileira fosse melhor, a diferença entre os dois países seria inferior aos quase US$ 196 bilhões de hoje. O Brasil cresceu 0,7% de janeiro a setembro deste ano, enquanto o Reino Unido registrou estagnação no período. Caso o Brasil tivesse crescido no mesmo ritmo de outros pares latino-americanos, como Chile e Peru, que vêm se expandindo na casa dos 5%, teria encurtado a distância.

O PIB nominal em dólar é apenas uma das métricas usadas para medir o tamanho e o dinamismo de uma economia. “Vários estudos apontam que, quanto maior é uma economia, mais atraente é para investimentos estrangeiros”, disse o professor de economia do Insper Eduardo Correia. “Nesse quesito, portanto, o Brasil está bem. Mas em várias outras medidas deixamos a desejar.” Correia lembra que, no ranking do Banco Mundial que mede o PIB per capita, o Brasil ocupa apenas a 75ª posição. “No caso dos rankings que mensuram a qualidade da educação, a situação é ainda pior: o Brasil está no 88º posto.”

Independentemente da métrica escolhida, é consenso que o Brasil precisa crescer mais rapidamente para melhorar as condições de vida da população, o que se refletirá nos diferentes rankings comparativos. “Várias questões que contribuíram para a expansão mais forte do Brasil nos últimos anos não estão mais soprando a favor”, disse Wood, referindo-se ao boom dos preços das commodities, ao mercado de trabalho favorável e à mudança estrutural no crédito. “Daqui para a frente, o País precisa ter ganhos de produtividade, o que passa por um menor ativismo do Estado, entre outros fatores.”

O economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, vai na mesma linha. Para ele, o governo brasileiro precisa de uma agenda que resulte em mais investimentos na economia. “Não vamos mudar nossa situação no curto prazo, mas é preciso um esforço grande para aumentar a produtividade e a competitividade do País.” Rosa observa ainda que a média de crescimento do PIB nos dois primeiros anos do governo Dilma é inferior a 2% ao ano – 2,7% em 2011 e 1% estimado para 2012. Para o ano que vem, o economista da Sul América projeta alta de 3,3% do PIB, o que elevaria a média anual para 2,3%. “A queda do Brasil no ranking mundial das maiores economias decorre, principalmente, da taxa de câmbio. Mas, independentemente disso, o desempenho da economia tem sido fraco.”

Para Correia, do Insper, se o Brasil mantivesse uma média de crescimento anual ao redor de 3%, conseguiria, pouco a pouco, reduzir a distância para as economias mais bem colocadas no ranking. “Não importam muito as variações de curto prazo da economia, mas seu desempenho em um período mais longo de tempo”, comentou.

Economia dá sinais de recuperação

A economia iniciou o quarto trimestre com crescimento de 0,36% em outubro sobre o mês anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central (BC). Em setembro, o indicador, que funciona como prévia do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), ficou negativo em 0,52%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador variou 1,5%. Para Felipe Queiroz, da Austin Rating, o indicador revela uma melhora significativa da atividade econômica, sobretudo quando se analisa a tendência. Em relação a outubro do ano passado, o índice avançou 4,9%, passando de 139,48 pontos para 146,4, maior alta desde março de 2011. Segundo Queiroz, os dados do BC sinalizam que as medidas de estímulo tomadas pelo governo começaram a ter um reflexo maior sobre a economia. No terceiro trimestre, o PIB teve um crescimento de apenas 0,6%, segundo o IBGE. “O mercado foi surpreendido positivamente. A economia agora volta a apresentar uma recuperação mais consistente.”

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