STJ concede liberdade a Marcos Valério

 

Pois é, para alguns, furtar galinhas, a condenação é quase uma prisão perpétua, pois o cara cai lá e é esquecido por essa mesma Justiça que coloca um réu no naipe de Marcos Valério de volta às ruas para continuar sacaneando o Estado, representado por nós.

Por causa desses e outros crimes, cometidos por homens da linhagem deste indivíduo, que o Brasil não vai para frente. A linhagem dos nossos representantes é tão ruim que o País perde milhões só para pagar salários para pessoas que só pensam em se locupletar e transformar o bem público em patrimÕnio próprio.

Pior é que eles continuam como elite que manda e desmanda, faz e acontece, pelo lado ruim é claro, e ninguém pune, nem mesmo o STJ.

Veja matéria publicada na Folha OnLine assinada Por GRACILIANO ROCHA.

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Sebastião Alves dos Reis Júnior concedeu nesta terça-feira (13) liberdade ao publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, pivô do escândalo do mensalão, preso sob suspeita de participar de esquema de grilagem de terras no Estado.

Valério poderá aguardar em liberdade o julgamento de um habeas corpus pela Corte. Reis Júnior concedeu liminar também a favor de Francisco Castilho, sócio de Valério. Ontem, o ministro havia determinado a soltura de uma das sócias do publicitário, Margareth Maria de Queiroz Freitas.

“O Marcos Valério confia no poder Judiciário e, como os fatos ocorreram há nove anos, não havia nenhum motivo legal para a prisão”, disse o advogado Marcelo Leonardo, que defende o acusado.

O publicitário foi preso no último dia 2 em Belo Horizonte durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia contra suspeitos de grilagem de terras no oeste do Estado.

Ao todo, 15 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e em Minas Gerais. Valério e seus sócios da DNA Propaganda foram detidos em Minas, segundo o delegado Carlos Ferro, responsável pela investigação.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, junto com Valério foram presos três ex-sócios das agências de publicidade envolvidas no esquema do mensalão: Margareth Freitas e Francisco Castilho (ex-sócios na DNA) e Ramon Hollerbach (ex-DNA).

Após a prisão, eles foram levados para a Bahia.

A Operação Terra do Nunca, como foi batizada a ação, visava prender empresários e funcionários de cartórios envolvidos em falsificação de documentos para grilar terras.