O partido dos trabalhadores “fantasmas”

Cá estou novamente em mais um comentário.Não encarem-no como anti PT, mas não é possível que queiramos ser um país de fato e de direito se nossos governantes acham uma desculpa esfarrapada para cada crise aguda no governo ou para santificar os pecadores que fazem parte de seus quadros. Considero, por ser um cidadão dentro da lei, cumpridor de seus deveres e pagador em dia de suas dívidas, que mereço, como todos os brasileiros, respeito e, se possível, líderes que façam valer de verdade a lei para quem quer que seja.

Se o cidadão não cumpre as regras mínimas de convivência na sociedade ou faz uso do bem público em benefício próprio: cadeia nele! Seja quem for e seja qual o grau de sua atividade.

Devemos propor o fim dos direitos garantidos para servidores que usam e abusam do poder que lhes é dado por NÓS. Eles não está lá para cuidar de seus afazeres e seus interesses, mas para atender o todo, representar os cidadãos. Se alguém escolheu a vida pública deveria se lembrar disso sempre.

Me faz doer o estômago toda vez que vejo promotores e juízes tendo foro privilegiado para não serem sumariamente expulsos quando cometem desvios de função ou cometem delitos graves como desvio de verba pública (do povo). Também me faz rir quando deputados saem em defesa de seus pares com a mesma prerrogativa de serem julgados por outros deputados e não pela sociedade, que só o pode fazê-lo no voto.

É de tamanha injustiça permitir que representantes no poder Executivo também bailem ao sabor do nosso dinheiro e tenham os mesmos privilégios. Estes, por sinal, quase sempre contam com uma comissão de frente, quero dizer comissão de batalha na verdade, para defendê-los contra o que é, muitas vezes, indefensável.

É necessário mudar a lei. Colocar atrás das grades o ladrão de galinha mas também esses funcionários (concursados ou não) que se apropriam do bem público como se fosse deles. Também é necessário acabar com as mordomias, os altos salários e os cargos escolhidos para a função pública apenas por ser de interesse dos partidos políticos que fazem parte dessa mesma comissão ou que, simplesmente, estejam no poder.

Como sempre, para justificar meu comentário, replico as notícias que me dão dor de estômago e me fazem cada dia acreditar menos que este país possa chegar a um dia ter gente com competência e interessada no bem estar dos brasileiros verdadeiros trabalhadores.

Justifica-se a permanência de um mostrando quantos outros fazem do serviço público apenas uma forma de manter seu status social. Se é assim, senhor Vaccareza, façamos a limpeza. Demitam todos os fantasmas, inclusive o ministro.

Veja matéria da FolhaOnLine publicada nesta terça-feira:

Vaccarezza diz que maioria de funcionários ‘jamais pisou’ na Câmara

ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a maioria dos funcionários dos deputados “jamais pisou” na Casa, ao tentar minimizar a denúncia de que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário-fantasma da Câmara por seis anos, revelada pela Folha.

Lupi, no entanto, ocupava um CNE (Cargo de Natureza Especial). Pelas regras da Casa, ocupantes desses cargos precisam trabalhar nos gabinetes em Brasília.

Vaccarezza já foi acusado de ser funcionário-fantasma da Câmara de SP

“Por que o Lupi é fantasma? É porque existe uma campanha contra ele”, defendeu Vaccarezza.

Lupi recebeu entre 2000 e 2006 o maior salário pago a um assessor técnico na liderança do PDT na Câmara enquanto cumpria apenas atividades partidárias e morava no Rio de Janeiro. Isso contraria as normas da Casa.

A Folha ouviu assessores, deputados e ex-deputados do PDT. Os funcionários do partido em Brasília, que pediram para não ser identificados, confirmaram que Lupi não aparecia no gabinete da Câmara e se dedicava exclusivamente a tarefas partidárias.

Vaccarezza negou irregulariades no caso e disse que assessores trabalham em escritórios na base política do parlamentar. “Quem prova que Lupi nunca apareceu para trabalhar?”

ESCÂNDALOS

O ministro vem sendo questionado por supostas irregularidades em convênios firmados pelo ministério com ONGs e sua situação se agravou com a revelação da revista “Veja” de que o ministro cumprira agenda oficial no Maranhão a bordo de avião providenciado por Aldair Meira.

Meira controla duas ONGs beneficiárias de convênios no valor de R$ 10,4 milhões com a pasta. Lupi negou o uso do avião, mas, confrontado com a versão do empresário, voltou atrás e atribuiu o equívoco a uma falha de memória.

  Editoria de Arte/Folhapress  
 
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