A otariedade acima da lei

Vocês sabem que é preciso ser ético, honrado, virtuoso para ser verdadeiro. Por isso, continuo mostrando aqui os acontecimentos que me fazem cada dia mais desacreditar em leis, regras e especialmente em pessoas que se consideram autoridade, no sentido restrito, aqueles que deveriam fazer valer o que determina o Estado, de todos serem iguais perante à Lei, independemente de cargo, função, cor, raça ou classe social…

Porém, reproduzo abaixo a motícia da repórter Mariana Lessa, da Folha, divulgado no site da empresa e que mostra claramente o que nossas autoridades acham de si próprias e de seus “cargos”, que os põem acima do bem e do mal, do justo e do injusto, do bom e do pior. 

Desembargador dá voz de prisao a PM por ser parado em blitz
 
Após ter seu carro oficial parado por agentes de uma blitz da Lei Seca em Copacabana (zona sul do Rio), o desembargador Cairo Ítalo França David, do Tribunal de Justiça do Estado, deu voz de prisão a um tenente da PM alegando que, por ser uma autoridade, não deveria ser fiscalizado. A informação foi divulgada pelo governo do Estado.

O desembargador, da 5ª Câmara Criminal, estava em carro oficial que era conduzido por Tarciso dos Santos Machado. Ao ser parado pelos policiais, o motorista se recusou a estacionar na baia de abordagem e parou o veículo no meio da rua. Além disso, se negou a fazer o teste do bafômetro e a entregar os documentos do carro.

David, então, desceu do veículo e disse aos agentes que não deveria ser fiscalizado por ser uma autoridade e deu voz de prisão para um dos integrantes da operação.

O carro do magistrado foi rebocado, e o motorista foi multado por se recusar a fazer o teste e a entregar os documentos.

Os envolvidos foram levados para a 13ª DP, em Ipanema (zona sul), onde o caso foi registrado.

Os agentes da Operação Lei Seca também foram à delegacia prestar depoimento como testemunhas. Após ouvir as declarações, o delegado Sandro Caldeira concluiu que não houve abuso de autoridade por parte dos agentes da operação e liberou o policial.

A jornalista procurou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça para tentar entrar em contato com o desembargador. Ele, no entanto, ainda não foi localizado pela assessoria.

 

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