Eles podem tudo…

Notícia da Folha OnLine nesta sexta-feira:

TJ quer tratamento especial para juiz suspeito de infração em SP

DE SÃO PAULO

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Bedran, quer a criação da figura de um “delegado especial” para cuidar de ocorrências que envolvam juízes e desembargadores. O pedido foi feito à Secretaria de Estado da Segurança Pública.

A informação é da reportagem de Flávio Ferreira publicada na edição desta sexta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Luiz Silveira/Agência CNJ
Desembargador José Roberto Bedran solicitou criação de "delegado especial" para casos que envolvam juízes em SP
Desembargador José Roberto Bedran solicitou criação de “delegado especial” para casos que envolvam juízes em SP

A proposta foi revelada em sessão do TJ anteontem, na discussão sobre a promoção ao cargo de desembargador do juiz Francisco Orlando de Souza, 57, detido sob suspeita de dirigir embriagado e sem habilitação no dia 9. Ele foi detido e liberado no mesmo dia. O magistrado nega que estivesse bêbado.

De acordo com o texto, o desembargador diz que a medida evitará que incidentes sejam explorados por jornais. Em São Paulo, juízes e desembargadores não podem ser levados a delegacias e a ocorrência tem de ser comunicada ao TJ. O tratamento especial com delegado exclusivo, porém, não está previsto.

Após ser procurado ontem pela Folha, Bedran negou que sua intenção seja restringir o trabalho da imprensa. A ideia do “delegado especial”, afirmou, é para evitar a divulgação de fatos “distorcidos” ou “sensacionalistas”.

Comentário:

De fato, alguns jornais publicam matérias sensacionalistas, mas, de fato também, “alguns” dignos e austeros representantes do Judiciário estão no cargo apenas para se autopromover perante a sociedade e contar com as benesses do corporativismo que existe na área.

São dignos bandidos de toga (como mostrou recente reportagem da Revista Veja) que contam com o poder do Estado a dar-lhes guarida. O que dizer daquele promotor que matou um rapaz em Bertioga, porque estes teriam “mexido” com a namorada dele,  e permanecesse recebendo seus vencimentos integrais e ainda postando de promotor público. Imagine se eu tivesse de atirar em todos aqueles que “mexem” com minha namorada (seria um assassino em série). E os que se assanham com minha filha então!? Bom, é claro que não tenho uma arma na cintura autorizada pela PF como instrumento para segurança e tampouco sou promotor ou juiz, por isso: “não posssssooooooo….”

 Ao cidadão de bem, qualquer comentário acerca da verdade, como de fato o foi em relação ao tal “juiz” a pena é “calar-se” caso contrário será punido com a “força da lei” que, neste país, só vale para quem não tem “poder”. Quanto ao presidente do TJ, publicar que o motorista comum bebeu, atropelou e foi para uma delegacia, pode, não tem sensacionalismo nenhum ai, afinal, o coitado é um simples mortal. Aos juízes e suas togas “isso não poooodeeee….”

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